Fine Art

Deus, aquele Eisenbach! — História e Análise

É impossível não ser atraído primeiro pela pura exuberância que irradia da figura no coração de Deus, aquele Eisenbach! de Moriz Jung. A risada do homem é tão poderosa que parece sacudir todo o seu corpo, com sua mão rechonchuda pressionada contra a orelha como se quisesse captar melhor a música que ecoa do trompete dourado do gramofone. O artista escolheu uma paleta de listras e ziguezagues ousados, ecoando as vibrações do som e a energia frenética da vida urbana do início do século XX.

Cada detalhe, desde o amarelo elétrico do colete até o arco exagerado das sobrancelhas, é projetado para amplificar a sensação de indulgência e deleite. Criada em 1911, esta impressão pertence a um mundo à beira da modernidade, quando a música gravada estava transformando o lazer doméstico e o gramofone era uma maravilha da época. Imagens como essas, muitas vezes brincalhonas ou satíricas, eram populares em revistas ilustradas e cartões postais, zombando dos excessos e novidades da existência burguesa. Moriz Jung era conhecido por seu humor afiado e linha vibrante, e aqui ele captura tanto o otimismo quanto a absurdidade de uma sociedade que se deleita em novos prazeres.

A história deixou poucos vestígios desta impressão em particular, agora mantida na coleção do Museu Metropolitano de Arte, mas seu humor e vitalidade nos convidam a imaginar a risada ecoando muito além da moldura.

Mais obras de Moriz Jung

Mais arte de Cena de Género