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Cognac Rodde — História e Análise

O que salta aos olhos primeiro é a pura teatralidade: uma figura alada, vestida de vermelho vívido e coroada com folhas de uva, monta um majestoso carneiro branco em um palco azul meia-noite. A garrafa de conhaque que ela empunha não é um mero produto - torna-se um cetro, o eixo da cena, erguida com um gesto que transforma o comércio em celebração. O carneiro, retratado com uma calma suave, quase mítica, ancla a exuberância da figura acima, enquanto seu olhar de lado e meio sorriso convidam o espectador a um mundo onde o prazer é tanto ritual quanto espetáculo.

Cada pregueado de sua vestimenta e brilho de ouro no chifre do carneiro são orquestrados para guiar o olhar de volta à garrafa, o verdadeiro herói deste drama visual. Este é o mundo da publicidade do início do século XX, quando cartazes como este de Leonetto Cappiello transformaram as ruas da cidade em galerias de fantasia e persuasão. Criada em 1921 para Rodde & Montangon, produtores de conhaque em Segonzac, França, esta obra pertence a uma era dourada em que o cartaz francês era tanto arte quanto indústria. Cappiello, famoso por suas imagens ousadas e memoráveis, frequentemente evocava mascotes fantásticas para incorporar o espírito de uma marca; aqui, as alusões clássicas e as cores vibrantes falam de uma época em que bens de luxo eram vendidos tanto por meio de sonhos quanto de fatos.

Preservado hoje na Bibliothèque nationale de France, Rodde’s Cognac Brandy é uma janela para um momento em que a publicidade moderna ainda era nova e cada garrafa prometia um gosto de mito.

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