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Cafés tés a los Mandarines : [cartaz] / [Jean d'Ylen] — História e Análise

O que primeiro chama a atenção em Cafés tés a los Mandarines é a exuberância teatral da figura: um mandarim em um brilhante escarlate, com os braços estendidos, equilibrando dois enormes pacotes de chá e café como se estivesse apresentando tesouros ao espectador. O ousado fundo preto liso destaca cada detalhe de seu traje—dragão bordado, barra listrada, chapéu verde jade—enquanto o largo sorriso do personagem e seus óculos exagerados nos convidam a um mundo de fantasia alegre. Os pacotes cuidadosamente renderizados, cada um com seu rótulo ornamentado, não são apenas adereços, mas as estrelas do show, sua escala e colocação garantindo que o espectador não possa perder de vista o produto oferecido.

A pose do mandarim, em meio a um passo, sugere movimento e cerimônia, um desfile de sabor e aroma que chega de terras distantes. Este cartaz, criado por Jean d'Ylen em 1927, pertence a uma era dourada da arte comercial, quando a publicidade era tanto um espetáculo quanto informação. No agitado Paris dos anos 1920, tais imagens eram encomendadas para chamar a atenção dos transeuntes, prometendo delícias exóticas e prazeres cosmopolitas em cada xícara. A escolha de um mandarim chinês como mascote reflete tanto a fascinação por motivos “orientais” no design europeu quanto as redes comerciais globais que trouxeram chá e café às mesas ocidentais.

Impresso pela Vercasson, uma renomada empresa parisiense, e agora mantido pela Bibliothèque nationale de France, este cartaz é um vívido sobrevivente de uma época em que a própria rua era uma galeria, e cada parede um palco para os sonhos de sabores distantes. Olhe novamente para o sorriso do mandarim—ele sabe que você está tentado.

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