Fonseca Costa & Ca. – Vinhos Portugueses — História e Análise
Um galo, ardendo em laranja e vermelho, comanda o centro deste cartaz com uma confiança que beira o teatral. Seu olho, afiado e alerta, atrai você antes mesmo de registrar os luxuosos cachos de uvas que caem ao seu redor. O pescoço estendido da ave e sua postura orgulhosa a transformam em um arauto, como se estivesse prestes a anunciar a excelência dos vinhos que está sobre.
O fundo profundo, quase negro, empurra o galo e as uvas para frente, fazendo suas cores pulsarem com energia—um convite que é impossível ignorar. Este é o mundo da publicidade do início do século XX, quando os cartazes não eram apenas anúncios, mas performances nas ruas. Criada em 1908 por Leonetto Cappiello, um mestre do gênero, esta obra foi impressa em Paris para um comerciante de vinho português, como proclama o ousado texto abaixo. Esses cartazes foram projetados para serem vistos à distância, sua imagética marcante e paleta limitada engenhadas para permanecer na memória.
A história deixou poucos vestígios da jornada específica desta peça, agora mantida na Bibliothèque nationale de France, mas seu propósito é claro: fazer o espectador parar, sorrir e desejar a promessa de Fonseca Costa & Ca. Deixe seu olhar voltar para o galo—não parece ainda pronto para cantar?
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