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Fauna comendo espaguete maquete de cartaz — História e Análise

Um fauno, meio homem e meio cabra, joga a cabeça para trás em um deleite ruidoso, com um emaranhado de espaguete pendurado sobre sua boca aberta. As linhas são rápidas, quase impacientes, como se o artista quisesse capturar o exato momento em que o apetite se transforma em abandono. Seu torso magro se contorce com antecipação, os olhos fechados em prazer, uma mão segurando uma tigela, a outra pronta para a próxima garfada.

O fundo verde, pincelado de forma solta, destaca os tons terrosos de sua pele e cabelo, sugerindo tanto a selvageria da floresta quanto a frescura da refeição. Cada gesto aqui é uma celebração, não apenas da comida, mas do apetite em si, desenfreado e alegre. Este desenho, criado por Jean d'Ylen em 1920 como uma maquete para um cartaz publicitário, pertence a um mundo onde mito e modernidade colidiram nas ruas da cidade. O fauno, uma figura da mitologia romana, era um espírito brincalhão das florestas; aqui, ele se torna um símbolo dos prazeres da massa, um produto da era industrial.

No início do século XX, a publicidade na França estava passando por uma transformação: os artistas eram convocados para criar imagens ousadas e memoráveis que chamassem a atenção dos transeuntes. Pouco se registrou sobre esta obra específica além de sua presença nas coleções da Ville de Paris, mas sua exuberância fala de um momento em que arte e comércio dançavam juntos aos olhos do público. Olhe novamente para o rosto do fauno: há a promessa de que até mesmo o mundano pode se tornar mágico.

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